Psiquiatria clínica
Entre o diagnóstico
e a pessoa existe
uma vida inteira.
Psiquiatria orientada pela ciência e pela ética, com rigor diagnóstico e atenção à história, aos valores e à singularidade de cada pessoa.

Dr. Felipe Scalisa
O conflito
Você quer melhorar.
Mas não quer deixar de ser você no processo.
Procurar ajuda quase sempre vem acompanhado de um receio silencioso: o de ser reduzido, simplificado, resolvido rápido demais. De sair do consultório com um nome para aquilo que se sente — e menos espaço para aquilo que se é.
O cuidado psiquiátrico só faz sentido quando amplia a vida de alguém, nunca quando a estreita.
Um diagnóstico pode explicar o que está acontecendo.
Mas não explica quem você é.
Diagnóstico
O que se repete
Critérios, padrões, evidência. Um instrumento indispensável para orientar decisões clínicas com segurança e reduzir o improviso.
Pessoa
O que é único
História, vínculos, valores, contradições. Aquilo que nenhum manual descreve e que determina o que um tratamento precisa preservar.
Primeiro encontro
Antes de tratar, é preciso compreender.
Uma avaliação cuidadosa exige tempo para escutar, formular hipóteses, investigar o que precisa ser investigado e construir, em conjunto, um plano de tratamento coerente com a vida de quem procura cuidado.
Escutar
Tempo real de escuta. Antes de qualquer conclusão, o que precisa ser dito.
Compreender
Situar o sofrimento dentro de uma história, não isolá-lo como sintoma avulso.
Investigar
Rigor clínico: hipóteses, avaliação cuidadosa e exclusão do que não se sustenta.
Construir
Um plano decidido em conjunto, revisável, com critérios claros e transparentes.
Prática clínica
Ciência, ética e singularidade como fundamentos da prática clínica.

Dr. Felipe Scalisa
Uma formação entre a medicina, a ciência e as humanidades.
Sou médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP ), onde também desenvolvi meu doutorado direto. Minha trajetória sempre foi marcada pelo interesse em compreender a saúde mental a partir de diferentes perspectivas — da medicina e da pesquisa científica às humanidades e à filosofia.
Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP), aproximei minha formação médica da Filosofia, ampliando o interesse por ética, liberdade, fenomenologia, responsabilidade e pelos limites das diferentes formas de compreender a experiência humana.
Na Psiquiatria, realizei residência médica no Hospital Israelita Albert Einstein, em uma formação que reuniu diferentes cenários de prática e contato com casos de alta complexidade. Esse percurso consolidou uma prática orientada pelo rigor científico, pela excelência técnica, pela ética e pela capacidade de integrar diferentes perspectivas na compreensão do sofrimento psíquico.
Acredito que ciência e humanidade não são perspectivas concorrentes. Uma psiquiatria de excelência exige evidência, julgamento clínico e atualização constante, mas também responsabilidade ética, pensamento crítico e respeito à singularidade, à autonomia e à história de cada pessoa.
CRM 207063
Percurso
- Medicina — Faculdade de Medicina da USP
- Formação médica pela FMUSP, em um ambiente de assistência, ensino e pesquisa que estabeleceu as bases do rigor científico e clínico da minha trajetória.
- Doutorado — Faculdade de Medicina da USP
- Doutorado direto com pesquisa dedicada à saúde mental de estudantes de medicina LGBTQIA+, articulando saúde mental, educação médica, estigma, diversidade e direitos humanos.
- Filosofia — FFLCH-USP
- Uma formação voltada a ampliar as possibilidades de compreensão da experiência humana, aproximando medicina de ética, liberdade, fenomenologia e pensamento crítico.
- Psiquiatria — Hospital Israelita Albert Einstein
- Residência Médica em Psiquiatria, com formação em diferentes cenários assistenciais e contato com casos de alta complexidade, orientada pelo rigor científico, excelência técnica e responsabilidade ética.
- Pesquisa e produção intelectual
- Produção científica nacional e internacional em saúde mental e nas interfaces entre medicina, educação e diversidade. Autor do livro “Trote e Totalitarismo: um novo relato sobre a banalidade do mal”, publicado pela Alameda Editorial.
Uma trajetória movida pelo conhecimento, mas também pela consciência de seus limites.
Da medicina à filosofia, da pesquisa à prática clínica, minha formação partiu de uma convicção: compreender uma pessoa exige ampliar perspectivas, não reduzi-las.
Ciência, humanidades, ética e pensamento crítico não ocupam lugares separados na minha prática. São diferentes formas de me aproximar da complexidade humana — com rigor, responsabilidade, acolhimento e respeito à liberdade de cada pessoa.
É uma trajetória marcada pelo amor ao conhecimento e pela busca de excelência, mas também pela crítica, pela defesa dos direitos humanos e pelo compromisso de preservar, em cada encontro clínico, aquilo que há de mais humano em quem procura cuidado.
Psiquiatria em perspectiva

Trote e Totalitarismo
Um novo relato sobre a banalidade do mal
Publicado pela Alameda Editorial, o livro investiga como práticas de humilhação ritualizada dentro de instituições revelam mecanismos de obediência, conformidade e apagamento da singularidade.
É essa mesma atenção às estruturas que moldam o comportamento humano — e ao que nelas se perde de mais humano — que sustenta minha prática clínica.
O primeiro passo não é encontrar uma resposta pronta.
É encontrar um espaço onde as perguntas certas possam ser feitas — com tempo, método e responsabilidade.
